EU NÃO SINTO NADA.
Quando pequeno, eu gostava de cuidar de machucados, quando as pessoas se machucavam.
Eu gostava se cuidar dos machucados, pelo simples fato, de achar engraçado, a reação que a pessoa tinha.
O fato de ela se contorcer com a dor, me dava um grande prazer em ver aquilo.
Ninguém nunca percebeu, que aquilo estava acontecendo, por tanto, ninguém me disse que era cruel se divertir com a dor dos outros.
Eu cresci querendo ser médico ou veterinário, só pra ter o prazer em ver as pessoas e animais se contorcendo.
Mas a vida resolve editar algumas pessoas, e eu fui escolhido, a vida simplesmente resolveu fazer uma edição em que eu, teria que assumir outras responsabilidades.
Me casei, tive filhos, dois pra ser exato, tive que trabalhar para dar tudo o que eles precisavam, então por um tempo, me esqueci do que mais gostava.
Então um belo dia à oportunidade bateu na minha porta.
Depois de um dia estressante, parei em um mercadinho pra comprar algo pra beber, essa pessoa se aproximou bêbada, dando em cima de mim, à princípio recusei, ela me seguiu, então algo acordou em mim, me lembrei de uma fabrica abandonada, levei essa pessoa pra lá, e foi ai que tudo começou.
Ela achou que faríamos algo mais, mas que pessoa tola, acertei a cabeça dela com um pedaço de madeira, ela desmaiou, arrastei ela e amarrei, com fios de força que estavam por ali, fui pra casa, voltarei amanhã.
Avisei em casa que começaria a chegar um pouco tarde, coloquei em uma bolsa, alfinetes de costura, facas de caça, alicate de podar, alicate de fio, muito álcool.
O que eu fiz com essa pessoa, não queira saber, só saiba que em resumo, eu cheguei ao êxtase, me diverti muito, e um belo dia, me peguei pensando em fazer com meus filhos, tudo e muito mais.
Resolvi fugir pra bem longe, sem dar explicações, pois percebi que faria com meus filhos tudo aquilo, sem hesitação, percebi que EU NÃO SINTO NADA.
Nem amor, nem carinho, sequer uma consideração.
Mas mesmo assim, eu os criei, e torço pra terem puxado pra mim, pois segui fazendo outras vitimas, e devo dizer que é muito divertido, e mesmo que eu morra, EU NÃO SINTO NADA :) :) :) .
(relato fictício de um psicopata) FIM.
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