EGRU - 4
E foi ai que o fato aconteceu.
O fato que me faz deixar sua raça permanecer viva.
Durante alguns anos, nós permanecemos juntos e apaixonados.
Deixei claro para ela, que não posso ter filhos, e nunca poderei, óbvio que não disse que era porque não sou humano, e não tenho esse propósito de vocês, afinal eu viverei eternamente.
Mesmo assim ela me amou incondicionalmente, e eu retribui.
Naquela noite em questão, estávamos caminhando, no mesmo parque que à vi.
Houve uma briga entre dois drogados, um deles puxou uma arma, e disparou para todos os lados.
Corri para entrar na frente de Clara, afinal não posso morrer senão pela mão da divindade, mas era tarde demais.
Clara foi atingida, em cheio no coração, não pude nem me despedir ou tentar salvá-la.
A fúria tomou conta de mim, então engoli toda a cidade, levando todos os seres que estavam ali.
Quando a divindade viu o que fiz, pensei que finalmente minha irmã mais velha, me levaria, e estava pronto.
Ao invés, a divindade me disse que entendia o motivo, e me amaldiçoou, fazendo eu esperar por cada geração que ela nascesse de novo, eu deveria cuidar e proteger ela, sem que eu pudesse me aproximar.
Por cada vida que tirei, independente de humano, animal ou planta, eu não poderia me aproximar dela, e ela teria que morrer de velhice.
Pois se ela morresse por outros motivos, e eu não a protegesse, seria mais uma geração acrescentada a maldição.
Somente ao fim de todas as gerações, eu poderia voltar a ficar com ela.
Me coloquei à pensar naquilo tudo, e a resposta depois eu conto. Quem sou eu? Vocês já descobriram?.
FIM...
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